Vídeo: O estado de abandono de linhas comboios centenárias em Portugal
Publicado a 11 Ago 2009
Secção: Vídeos |
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Absolutamente vergonhoso o estado de abandono a que as entidades governamentais e a REFER votaram os caminhos de ferro portugueses, classificados como “menos rentáveis” e prescindíveis.
Quando um estado se demite das suas responsabilidades sociais, como é o caso da manutenção de uma rede de transportes ferroviários, que serve populações que de outra forma, ficam impedidas de deslocação, ficando sujeitas ao transporte automóvel ou rodoviário, é caso para perguntar para que é preciso “estado”?
O estado não pode olhar para o país com uma visão estritamente economicista:
Há matérias que têm que ser da responsabilidade do estado e onde tem que haver uma moderação constante, por modo a manter e a permitir, de facto, o livre acesso da população a esses serviços básicos e fundamentais.
Para além do mais, nem podemos considerar como realista e sustentada em razões económicas, esta destruição das linhas férreas de baixa bitola; é que em Espanha, por exemplo, a recuperação destas linhas, para além de continuarem a servir populações, servem também objectivos turísticos, com muito bons rendimentos para as empresas exploradoras.
A mais valia criada no país vizinho, com estas linhas, é de tal forma que estão hoje em dia recuperadas milhares de km, possibilitando o desenvolvimento sustentado das populações mais interiores. A par disto, claro está que também há o cuidado de ir mantendo as paisagens, o mais naturais possível, preservando as regiões, os rios e os costumes ancestrais; ao contrário, por cá assistimos a uma constante vandalização das mesmas.
Será por isso que estas linhas tanto incomodam?
Ou serão tiques do nosso modernismo parôlo?
É uma tristeza, tanto dinheiro mal gasto, tanta ‘roubalheira’, e para melhorar os nossos meios ferroviários, não tem verbas.
Solução, é cortar.
Então porquê o TGV?