Vídeo: O estado de abandono de linhas comboios centenárias em Portugal

Publicado a 11 Ago 2009
Secção: Vídeos |

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Comentários

4 Respostas a “Vídeo: O estado de abandono de linhas comboios centenárias em Portugal”

  1. Luis Marques da Silva a 19/08/2009 12:29

    Absolutamente vergonhoso o estado de abandono a que as entidades governamentais e a REFER votaram os caminhos de ferro portugueses, classificados como “menos rentáveis” e prescindíveis.
    Quando um estado se demite das suas responsabilidades sociais, como é o caso da manutenção de uma rede de transportes ferroviários, que serve populações que de outra forma, ficam impedidas de deslocação, ficando sujeitas ao transporte automóvel ou rodoviário, é caso para perguntar para que é preciso “estado”?
    O estado não pode olhar para o país com uma visão estritamente economicista:
    Há matérias que têm que ser da responsabilidade do estado e onde tem que haver uma moderação constante, por modo a manter e a permitir, de facto, o livre acesso da população a esses serviços básicos e fundamentais.
    Para além do mais, nem podemos considerar como realista e sustentada em razões económicas, esta destruição das linhas férreas de baixa bitola; é que em Espanha, por exemplo, a recuperação destas linhas, para além de continuarem a servir populações, servem também objectivos turísticos, com muito bons rendimentos para as empresas exploradoras.
    A mais valia criada no país vizinho, com estas linhas, é de tal forma que estão hoje em dia recuperadas milhares de km, possibilitando o desenvolvimento sustentado das populações mais interiores. A par disto, claro está que também há o cuidado de ir mantendo as paisagens, o mais naturais possível, preservando as regiões, os rios e os costumes ancestrais; ao contrário, por cá assistimos a uma constante vandalização das mesmas.
    Será por isso que estas linhas tanto incomodam?
    Ou serão tiques do nosso modernismo parôlo?

  2. martinho horta a 02/09/2009 15:23

    É uma tristeza, tanto dinheiro mal gasto, tanta ‘roubalheira’, e para melhorar os nossos meios ferroviários, não tem verbas.
    Solução, é cortar.
    Então porquê o TGV?

  3. Mário Neves a 07/11/2009 17:21

    Que vergonha! De um império para miseráveis! Entretanto o milionário estádio do beira-mar, construído há pouco tempo, parece que vai abaixo…como aceitar que os negócios das empreitadas se sobreponham ao interesse nacional…é revoltante!

  4. NCLORENA a 15/11/2009 3:02

    O Estado (entenda-se politicos), nao e um bom gestor, salvo raras excepcoes.
    Nao faz sentido estar sempre a culpar o Estado de apatia empresarial, de “roubar”, de desleixar os nossos monumentos (ou linhas ferroviarias centenarias). O nosso Pais nao cresce, mas a culpa nao e so do Estado…
    Estas linhas sao rentaveis? Nao.
    Os nossos empresarios estao interessados em explorar estas linhas ferroviarias com a actual burocracia e corrupcao instalada? Nao.
    O Estado reduz a burocracia com o intuito de promover o desenvolvimento economico por meio de investimento Nacional ou Estrangeiro? Nao.
    Por exemplo ninguem iria aceitar que uma empresa estrangeira pegasse num projecto de exploracao turistica nesta area (monumento nacional), mas so uma empresa estrangeira teria a ingenuidade ou dinheiro suficiente para tentar levar avante um projecto desta natureza neste Portugal.

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