Comunicado do IDP sobre as Eleições Europeias
Publicado a 05 Jun 2009
Secção: :: Comunicados |
Um espectro paira sobre a Europa, o espectro da crise que começou por ser financeira e que hoje se descobre que é económica, social e moral. O coração da Europa vacila entre as incertezas do futuro e o forte sentido que a independência dos povos europeus confere e exige.
Em tempo de eleições para o Parlamento Europeu, assistimos a uma campanha onde faltaram os grandes temas. Foi uma campanha sem história porque foi uma campanha sem História. Em parte pela reconhecida menoridade do Parlamento Europeu no processo de decisão europeia, em parte pelo desempenho dos candidatos que derivaram para temas acessórios, anuncia-se uma forte abstenção dos eleitores que dizem “sim” à Europa, mas não assim.
Mais do que escolher partidos vencedores e vencidos em casa, escolhemos os representantes portugueses das famílias partidárias europeias, sobre as quais não consta se nos são ou não favoráveis em questões cruciais. Numa fase em que se encerram unidades empregadoras e em que toda uma estrutura económica e de segurança social é posta em causa, ressalta a ausência de propostas por parte das grandes famílias partidárias europeias e o crescimento de franjas ideológicas, mormente em contra ciclo de esquerda no caso português perante a deriva de direita noutros países.
A livre circulação de ideias, bens e serviços põe em causa as identidades europeias, mas eleva a necessidade de adaptação e confere exigência num ambiente de forte concorrência, onde a Europa e Portugal souberam sempre elevar a sua identidade. Devemos reflectir sobre o que queremos do futuro com tão parco berço e tão grande ambição pois a democracia, além de liberdade de reflexão. é obrigação de salvaguarda das liberdades das gerações futuras.
Com as reflexões que se seguem (cf. Comunicado completo em www.democraciaportuguesa.org) vem o Instituto da Democracia Portuguesa apelar ao voto consciente no dia 7 de Junho, mesmo que seja
voto em branco, como sinal de que os portugueses jamais quererão deixar em mãos alheias o seu destino e independência.
Lisboa, 5 de Junho de 2009,
A Direcção
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