Conferência O Estado da Troika
Publicado a 26 Jan 2012
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Conferência O Estado da Troika com Rui Rangel dia 23 de Janeiro na SHIP
Publicado a 19 Jan 2012
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Rui Rangel
Direcção do Instituto da Democracia Portuguesa
Tel. 91 778 52 01
www.democraciaportuguesa.org
Av. Elias Garcia, nº10, 1º Esq.
1000-149 Lisboa
PORTUGAL
Jantar de Reis promoveu produtos e comércio locais
Publicado a 11 Jan 2012
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A promoção dos produtos regionais e locais e do comércio tradicional foi o tema de relevo do jantar de Reis promovido, no sábado à noite, no Bom Jesus.
In Correio do Minho- 09-01-2012
SÍNDROME DA CHINA Parte 10/10 Por Paulino Brilhante Santos
Publicado a 10 Jan 2012
Secção: Coluna dos Associados | Deixe um Comentário
Paulino Brilhante Santos
Membro da Direcção do IDP
i) Algures em 2012 a dívida pública americana continua a aumentar e o Congresso continua a recusar-se a aprovar os indispensáveis aumentos de impostos de forma suicidária, mantendo a outrance a filosofia de extrema-direita a que alguns, numa ofensa grave ao espírito liberal autêntico, denominam “neo-liberal”;
ii) Aumentam os cortes orçamentais nas rubricas de saúde, educação e despesas com a segurança social nos Estados Unidos o que agrava ainda mais a já insustentável desigualdade social mas, ainda mais grave do que isso, a competitividade, já muito abalada, da economia americana, dado que, estando a mesma assente na denominada “economia do conhec imento”, a drástica redução de oportunidades de progressão social não apenas dinamita ainda mais o “sonho americano” como reduz a qualidade e qualificações da mão de obra;
iii) As políticas de “austeridade” nos Estados Unidos levam a uma quebra do poder de compra num País em que o consumo é o grande motor da economia mergulhando esta numa profunda recessão;
iv) O banco central dos Estados Unidos (Reserva Federal) responde da forma habitual com sucessivas vagas de redução das taxas de juro e aumentos de liquidez para estimular a economia americana;
v) Em consequência, aumenta extraordinariamente o já elevado défice da balança comercial americana;
vi) Os investidores, já preocupados com os acontecimentos de 2011, retraem-se na compra de títulos de dívida americana (T bills ou T bonds) e as respetivas taxas de juro sobem aumentando o défice federal e de alguns Estados já hoje em situação financeira periclitante;
vii) Devido às mesmas políticas de “austeridade”, a “crise das dívidas soberanas” persiste na Irlanda, Grécia e Portugal e alastra à Espanha, Itália e Bélgica provocando graves prejuízos aos bancos americanos;
viii) Os bancos americanos retiram-se da dívida pública europeia numa tentativa de reduzir a sua exposição ao risco no estrangeiro, dadas as incertezas no seu mercado doméstico, provocando o alastramento da “crise das dívidas soberanas” para outros países da Zona Euro e deixando em dificuldades outros Estados-membros da União Europeia;
ix) Agrava-se a crise financeira global e os bancos europeus registam prejuízos nas suas filiais e sucursais americanas;
x) Ataques especulativos contra as dívidas públicas europeias propulsionados pela baixa das taxas de juro nos Estados Unidos;
Gonçalo Ribeiro Telles: “Talvez os governantes queiram destruir o país”
Publicado a 10 Jan 2012
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Ribeiro Telles diz que não percebe a estratégia do governo. “Dá a sensação que não conhecem o país”, afirma
Arq. Gonçalo Ribeiro Telles
Vice-Presidente Honorário do IDP
Gonçalo Ribeiro Telles foi recentemente homenageado pela Fundação Calouste Gulbenkian em parceria com o Centro Nacional de Cultura. O i conversou com ele durante mais de uma hora sobre a vida e as causas que sempre defendeu.
O António Barreto disse, na homenagem que lhe fizeram, que o Gonçalo Ribeiro Telles tanto se passeia pelos salões dos poderosos como come pastéis na pastelaria da esquina. É uma boa descrição?
É. Talvez marque uma certa ideia que eu tenho sobre a vida e a circunstância da vida.
Tem a ver com as suas raízes, entre o litoral e o campo?
Absolutamente. E até actividades. Fui muito influenciado pela terra, mas também pelo mar.
O seu pai tinha raízes no campo e a sua mãe era ligada ao mar…
Exactamente.
Sentiu, a partir de determinada altura, que os poderosos deixaram de ouvir as suas sugestões com a mesma atenção, perante alguns interesses económicos que começaram a ganhar mais peso?
Julgo que não tinham em mira quaisquer interesses, tinham em mira a circunstância que os envolvia, que era diferente da minha circunstância. Fundamentalmente, tive a felicidade de ter uma visão um pouco mais global das pessoas, do tempo das pessoas, dos espaços que as pessoas ocupam e onde trabalham. E essa visão global permitiu-me entrar numa série de controvérsias com os diferentes sectores das actividades económicas que tinham uma perspectiva completamente virada para o único objectivo de fazer dinheiro.
SÍNDROME DA CHINA Parte 9/10 Por Paulino Brilhante Santos
Publicado a 08 Jan 2012
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Paulino Brilhante Santos
Membro da Direcção do IDP
23. Neste contexto, é natural que se conclua que o sistema político americano esteja disfuncional, antes de mais pelo circo dramático, até ao último momento, antes da data-limite para o impensável incumprimento do serviço da dívida por parte do Goverbo até ao acordo entre democratas e republicanos; mas, disfuncional sobretudo porque, em defesa das posições de extrema-direita mais extremistas, em defesa dos interesses da finança e dos ricos e ultra-ricos, pelos vistos vale mesmo tudo, inclusive arriscar este cenário impensável que causou já danos irreparáveis à credibilidade das finanças dos Estados Unidos no plano internacional, como as primeiras reações a este acordo já deixaram antever de todos os quadrantes que incluem mesmo o habitualmente circumspecto e respeitador (pelo menos face aos Estados Unidos) FMI;
24. Tenho apenas dúvidas do fim de reinado das agências de notação financeira (rating) americanas: estas empresas, ao longo dos últimos anos já disseram tudo e o seu contrário impunemente; há longo tempo que usam dois pesos (ou vários) e duas (ou várias) medidas em função única dos interesses da alta finança global de que são obedientes e fiéis servidoras; continuo a entender que a criação de agências de rating concorrentes não serve para nada; a agência chinesa – que tecnicamente está bem apetrechada, já tem alguma experiência e recursos e goza do apoio de um Governo de uma Nação economicamente poderosa- já reduziu o rating da dívida pública americana, sem qualquer efeito percetível, tendo uma agência de rating americana há muito estabelecida no mercado, pequena mas de excelente reputação e qualidade técnica, feito o mesmo, também sem grande, se é que algum impacto; duvido que uma nova agência europeia fosse alterar este panorama de forma substancial; o que alteraria este cenário dramaticamente seria uma medida de regulação do Banco Central Europeu (BCE) no sentido deste assumir para si mesmo a responsabilidade de avaliar o risco da dívida pública que aceita como garantia das dívidas que os bancos centrais europeus mantêm em aberto junto do BCE; uma tal medida poderia encorajar outros bancos centrais a fazer o mesmo ou a considerar as avaliações do BCE como benchmark ou termo de comparação para as suas próprias avaliações de risco, o mesmo, com o tempo, certamente vindo a acontecer com grandes investidores institucionais como empresas de seguros, fundos de pensões ou de reforma e outros, primeiro na Europa e possivelmente depois noutras regiões do Mundo; isso é que poderia representar o princípio do fim das agências de rating americanas
25. Por último, creio que os mercados financeiros mundiais estão mesmo a aproximar-se do ponto de fusão descontrolada que pode dar origem a um incidente de escala de proporções nunca antes vistas que pode ser o equivalente financeiro a um acidente do tipo “Síndrome da China” numa central de fissão nuclear:
Rui Moreira - “É desejável que a Península Ibérica. construa uma política comum”
Publicado a 04 Jan 2012
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Rui Moreira
Presidente da Assembleia Geral do IDP
“É desejável que a Península Ibérica. construa uma política comum”
Em contexto de crise económico-financeira à escala global, Rui Moreira, presidente da Associação Comercial do Porto, apelou à importância de Portugal e Espanha realizarem brevemente uma Cimeira Ibérica, destacando a necessidade destes países trabalharem em conjunto, para que possam continuar a fazer parte daquilo que chama a “Utopia da Europa”, uma Europa marcada pelas diferenças, mas onde existe um forte sentido de pertença, sem que nenhum Estado perca a sua identidade.
Texto Daniela Sá Ferreira dferreira@ccile.org Fotos Sandra Marina Guerreiro sguerreiro@ccile.org
A crise económico-financeira mundial coloca à Europa dos nossos dias um desafio em permanente mutação conduzindo à reflexão acerca da concretização da integração plena da Euro pa, sonhada por Jean Monet. O presidente da Associação Comercial do Porto, citando Ortega y Gasset em “A rebelião das massas”, afirmou: “O europeu não pode viver a não ser que embarque numa empresa unificadora. (…) Só a determinação de construir uma grande nação daria nova vida à Europa. Começaríamos a acreditar nela de novo.”
Rui Moreira, que era o convidado de honra do almoço de empresários organizado pela Câmara de Comércio e Indústria Luso-Espanhola (CCILE), que se realizou no passado dia 6 de Dezembro, no Porto, relembrou a história dos “últimos 60 anos, em que, passo a passo, se procurou criar a unificação europeia, a primeira etapa para construir a grande nação”. Mas, todos os anos, o aparecimento de novas línguas no Parlamento Europeu tem sido um sinónimo de resistência à integração, esses nacionalismos não deixam a Europa crescer unida e solidária: “não fomos capazes de apagar esses nacionalismos”, frisou Rui Moreira.
O também actual presidente do conselho de administração da Sociedade de Reabilitação Urbana do Porto (Porto Vivo), perante uma plateia de quase 150 convidados, entre os quais empresários, gestores, advogados e outras personalidades do mundo empresarial e político de Portugal e Espanha, reforçou a ideia de que “os europeus não parecem capazes de unir os seus esforços, de forma solidária, para impedir que a utopia se desmorone.” Ciente
das dificuldades vividas nos tempos actuais, Rui Moreira não condena, ainda, a utopia ao falhanço, mas alerta para o facto de se não formos capazes de nos unir, ultrapassando questões como raça, idioma e cultura, a Europa não progredirá. No evento promovido pela, o orador convidado alertou para uma questão que entende fundamental: a necessidade da construção de uma cultura europeia em que não se pode excluir Atenas ou Roma, uma vez que estas civilizações são parte integrante da nossa história, a “essência da Europa vem da Renascença”. Qualquer que seja o avanço feito pela Europa, designadamente a união fiscal, torna-se imperativo que exista um sentido de pertença e, esta União, tem que ser construída com as diferenças assumidas e sem perda de identidade dos estados.
“O que acontece em Portugal é vital para Espanha” e vice-versa
O empresário portuense reforçou a ideia, lançada por Enrique Santos, presidente da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Espanhola (CCILE), da indispensahilidade de manter e estreitar os vínculos entre os países da Península Ibérica promovendo relações bilaterais, nomeadamente, ao nível político e comercial. Rui Moreira afirmou que “o que acontece em Portugal é vital para Espanha e o que acontece em Espanha é vital para Portugal”. E concluiu: “Somos o mercado interno um do outro”.
Rui Moreira, que é igualmente comentador político e desportivo, mencionou ainda que agora, mais do que nunca, e, uma vez que o.s governos de ambos os países partilham entre si algumas questões ideológicas, faz todo o sentido promoverem uma Cimeira Ibérica, para que seja possível construir um projecto comum. “É desejável que a Península Ibérica seja capaz de construir uma política comum e que tenha capacidade de argumentos comuns” perante aqueles que são alguns dos seus parceiros, como a América Latina e ainda países como a Itália, a Grécia e a Irlanda. “Nós, Península Ibérica, seremos sempre a fronteira da Europa”, declarou Rui Moreira, referenciando a região ibérica como sendo contígua à saída do Mediterrâneo, encostada a África e linguisticamente próxima da América Latina.
A centralidade do Mediterrâneo, em torno do qual “tudo se vai jogar nos próximos anos”, deixa nas mãos de Portugal e Espanha a capacidade de explicar à Europa Central que nós somos a fronteira e a importância de sermos reconhecidos como tal. “Temos de ter uma estratégia de sensibilização dos outros países europeus”, frisou o responsável pela Associação Comercial do Porto. No âmbito da importância da realização da Cimeira Ibérica, Rui Moreira afirmou: “Portugal e Espanha souberam sempre falar”, recordando que, historicamente, os dois países foram sempre capazes de delinear uma estratégia conjunta quando necessário. Neste sentido, defendeu também a construção da linha ferroviária Lisboa-Madrid.










