Conferência O Estado da Troika

Publicado a 26 Jan 2012
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Na fotografia :
Gonçalo Ribeiro Telles, Vice-Presidente Honorário do IDP
Mendo Castro Henriques, Presidente da Direcção do IDP
Rui Rangel, Membro da Direcção do IDP

Conferência O Estado da Troika com Rui Rangel dia 23 de Janeiro na SHIP

Publicado a 19 Jan 2012
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Rui Rangel
Direcção do Instituto da Democracia Portuguesa

O Instituto da Democracia Portuguesa leva a efeito pelas 18h do próximo dia 23 de Janeiro (segunda-feira) no Salão Nobre da Sociedade Histórica da Independência de Portugal, no Palácio da Independência Largo de São Domingos, 11 ao Rossio em Lisboa uma conferência subordinada ao tema “O Estado da Troika” tendo como orador o Juíz Desembargador Dr. Rui Rangel, da Direção do IDP que abordará em detalhe as repercussões mais profundas desta “intervenção” estrangeira em Portugal.
Para mais detalhes sobre o que irá abordar o Dr. Rui Rangel nesta conferêmcia, consulte por favor o documento em anexo.
O IDP sentir-se-ia honrado em poder contar com a sua presença neste seu evento.
Cordialmente
A Direção
Instituto da Democracia Portuguesa
Tel. 91 778 52 01
www.democraciaportuguesa.org

Av. Elias Garcia, nº10, 1º Esq.
1000-149 Lisboa
PORTUGAL

Jantar de Reis promoveu produtos e comércio locais

Publicado a 11 Jan 2012
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A promoção dos produtos regionais e locais e do comércio tradicional foi o tema de relevo do jantar de Reis promovido, no sábado à noite, no Bom Jesus.
In Correio do Minho- 09-01-2012

SÍNDROME DA CHINA Parte 10/10 Por Paulino Brilhante Santos

Publicado a 10 Jan 2012
Secção: Coluna dos Associados | Deixe um Comentário

Paulino Brilhante Santos
Membro da Direcção do IDP

i)                    Algures em 2012 a dívida pública americana continua a aumentar e o Congresso continua a recusar-se a aprovar os indispensáveis aumentos de impostos de forma suicidária, mantendo a outrance a filosofia de extrema-direita a que alguns, numa ofensa grave ao espírito liberal autêntico, denominam “neo-liberal”;
ii)                   Aumentam os cortes orçamentais nas rubricas de saúde, educação e despesas com a segurança social nos Estados Unidos o que agrava ainda mais a já insustentável desigualdade social mas, ainda mais grave do que isso, a competitividade, já muito abalada, da economia americana, dado que, estando a mesma assente na denominada “economia do conhec imento”, a drástica redução de oportunidades de progressão social não apenas dinamita ainda mais o “sonho americano” como reduz a qualidade e qualificações da mão de obra;
iii)                 As políticas de “austeridade” nos Estados Unidos levam a uma quebra do poder de compra num País em que o consumo é o grande motor da economia mergulhando esta numa profunda recessão;
iv)                 O banco central dos Estados Unidos (Reserva Federal) responde da forma habitual com sucessivas vagas de redução das taxas de juro e aumentos de liquidez para estimular a economia americana;
v)                  Em consequência, aumenta extraordinariamente o já elevado défice da balança comercial americana;
vi)                 Os investidores, já preocupados com os acontecimentos de 2011, retraem-se na compra de títulos de dívida americana (T bills ou T bonds) e as respetivas taxas de juro sobem aumentando o défice federal e de alguns Estados já hoje em situação financeira periclitante;
vii)               Devido às mesmas políticas de “austeridade”, a “crise das dívidas soberanas” persiste na Irlanda, Grécia e Portugal e alastra à Espanha, Itália e Bélgica provocando graves prejuízos aos bancos americanos;
viii)              Os bancos americanos retiram-se da dívida pública europeia numa tentativa de reduzir a sua exposição ao risco no estrangeiro, dadas as incertezas no seu mercado doméstico, provocando o alastramento da “crise das dívidas soberanas” para outros países da Zona Euro e deixando em dificuldades outros Estados-membros da União Europeia;
ix)                 Agrava-se a crise financeira global e os bancos europeus registam prejuízos nas suas filiais e sucursais americanas;
x)                  Ataques especulativos contra as dívidas públicas europeias propulsionados pela baixa das taxas de juro nos Estados Unidos;

Gonçalo Ribeiro Telles: “Talvez os governantes queiram destruir o país”

Publicado a 10 Jan 2012
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Ribeiro Telles diz que não percebe a estratégia do governo. “Dá a sensação que não conhecem o país”, afirmaGonçalo Ribeiro Telles: “Talvez os governantes queiram destruir o país”

Arq. Gonçalo Ribeiro Telles

Vice-Presidente Honorário do IDP

Gonçalo Ribeiro Telles foi recentemente homenageado pela Fundação Calouste Gulbenkian em parceria com o Centro Nacional de Cultura. O i conversou com ele durante mais de uma hora sobre a vida e as causas que sempre defendeu.

O António Barreto disse, na homenagem que lhe fizeram, que o Gonçalo Ribeiro Telles tanto se passeia pelos salões dos poderosos como come pastéis na pastelaria da esquina. É uma boa descrição?

É. Talvez marque uma certa ideia que eu tenho sobre a vida e a circunstância da vida.

Tem a ver com as suas raízes, entre o litoral e o campo?

Absolutamente. E até actividades. Fui muito influenciado pela terra, mas também pelo mar.

O seu pai tinha raízes no campo e a sua mãe era ligada ao mar…

Exactamente.

Sentiu, a partir de determinada altura, que os poderosos deixaram de ouvir as suas sugestões com a mesma atenção, perante alguns interesses económicos que começaram a ganhar mais peso?

Julgo que não tinham em mira quaisquer interesses, tinham em mira a circunstância que os envolvia, que era diferente da minha circunstância. Fundamentalmente, tive a felicidade de ter uma visão um pouco mais global das pessoas, do tempo das pessoas, dos espaços que as pessoas ocupam e onde trabalham. E essa visão global permitiu-me entrar numa série de controvérsias com os diferentes sectores das actividades económicas que tinham uma perspectiva completamente virada para o único objectivo de fazer dinheiro.

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SÍNDROME DA CHINA Parte 9/10 Por Paulino Brilhante Santos

Publicado a 08 Jan 2012
Secção: Coluna dos Associados | Deixe um Comentário

Paulino Brilhante Santos
Membro da Direcção do IDP

23.   Neste contexto, é natural que se conclua que o sistema político americano esteja disfuncional, antes de mais pelo circo dramático, até ao último momento, antes da data-limite para o impensável incumprimento do serviço da dívida por parte do Goverbo até ao acordo entre democratas e republicanos; mas, disfuncional sobretudo porque, em defesa das posições de extrema-direita mais extremistas, em defesa dos interesses da finança e dos ricos e ultra-ricos, pelos vistos vale mesmo tudo, inclusive arriscar este cenário impensável que causou já danos irreparáveis à credibilidade das finanças dos Estados Unidos no plano internacional, como as primeiras reações a este acordo já deixaram antever de todos os quadrantes que incluem mesmo o habitualmente circumspecto e respeitador (pelo menos face aos Estados Unidos) FMI;
24.   Tenho apenas dúvidas do fim de reinado das agências de notação financeira (rating) americanas: estas empresas, ao longo dos últimos anos já disseram tudo e o seu contrário impunemente; há longo tempo que usam dois pesos (ou vários) e duas (ou várias) medidas em função única dos interesses da alta finança global de que são obedientes e fiéis servidoras; continuo a entender que a criação de agências de rating concorrentes não serve para nada; a agência chinesa – que tecnicamente está bem apetrechada, já tem alguma experiência e recursos e goza do apoio de um Governo de uma Nação economicamente poderosa- já reduziu o rating da dívida pública americana, sem qualquer efeito percetível, tendo uma agência de rating americana há muito estabelecida no mercado, pequena mas de excelente reputação e qualidade técnica, feito o mesmo, também sem grande, se é que algum impacto; duvido que uma nova agência europeia fosse alterar este panorama de forma substancial; o que alteraria este cenário dramaticamente seria uma medida de regulação do Banco Central Europeu (BCE) no sentido deste assumir para si mesmo a responsabilidade de avaliar o risco da dívida pública que aceita como garantia das dívidas que os bancos centrais europeus mantêm em aberto junto do BCE; uma tal medida poderia encorajar outros bancos centrais a fazer o mesmo ou a considerar as avaliações do BCE como benchmark ou termo de comparação para as suas próprias avaliações de risco, o mesmo, com o tempo, certamente vindo a acontecer com grandes investidores institucionais como empresas de seguros, fundos de pensões ou de reforma e outros, primeiro na Europa e possivelmente depois noutras regiões do Mundo; isso é que poderia representar o princípio do fim das agências de rating americanas
25.   Por último, creio que os mercados financeiros mundiais estão mesmo a aproximar-se do ponto de fusão descontrolada que pode dar origem a um incidente de escala de proporções nunca antes vistas que pode ser o equivalente financeiro a um acidente do tipo “Síndrome da China” numa central de fissão nuclear:

Rui Moreira - “É desejável que a Península Ibérica. construa uma política comum”

Publicado a 04 Jan 2012
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Rui Moreira
Presidente da Assembleia Geral do IDP

“É desejável que a Península Ibérica. construa uma política comum”

Em contexto de crise económico-financeira à escala global, Rui Moreira, presidente da Associação Comercial do Porto, apelou à importância de Portugal e Espanha realizarem brevemente uma Cimeira Ibérica, destacando a necessidade destes países trabalharem em conjunto, para que possam continuar a fazer parte daquilo que chama a “Utopia da Europa”, uma Europa marcada pelas diferenças, mas onde existe um forte sentido de pertença, sem que nenhum Estado perca a sua identidade.

Texto Daniela Sá Ferreira dferreira@ccile.org Fotos Sandra Marina Guerreiro sguerreiro@ccile.org

A crise económico-financeira mundial coloca à Europa dos nossos dias um desafio em permanente mutação conduzindo à reflexão acerca da concretização da integração plena da Euro pa, sonhada por Jean Monet. O presidente da Associação Comercial do Porto, citando Ortega y Gasset em “A rebelião das massas”, afirmou: “O europeu não pode viver a não ser que embarque numa empresa unificadora. (…) Só a determinação de construir uma grande nação daria nova vida à Europa. Começaríamos a acreditar nela de novo.”

Rui Moreira, que era o convidado de honra do almoço de empresários organizado pela Câmara de Comércio e Indústria Luso-Espanhola (CCILE), que se realizou no passado dia 6 de Dezembro, no Porto, relembrou a história dos “últimos 60 anos, em que, passo a passo, se procurou criar a unificação europeia, a primeira etapa para construir a grande nação”. Mas, todos os anos, o aparecimento de novas línguas no Parlamento Europeu tem sido um sinónimo de resistência à integração, esses nacionalismos não deixam a Europa crescer unida e solidária: “não fomos capazes de apagar esses nacionalismos”, frisou Rui Moreira.

O também actual presidente do conselho de administração da Sociedade de Reabilitação Urbana do Porto (Porto Vivo), perante uma plateia de quase 150 convidados, entre os quais empresários, gestores, advogados e outras personalidades do mundo empresarial e político de Portugal e Espanha, reforçou a ideia de que “os europeus não parecem capazes de unir os seus esforços, de forma solidária, para impedir que a utopia se desmorone.” Ciente

das dificuldades vividas nos tempos actuais, Rui Moreira não condena, ainda, a utopia ao falhanço, mas alerta para o facto de se não formos capazes de nos unir, ultrapassando questões como raça, idioma e cultura, a Europa não progredirá. No evento promovido pela, o orador convidado alertou para uma questão que entende fundamental: a necessidade da construção de uma cultura europeia em que não se pode excluir Atenas ou Roma, uma vez que estas civilizações são parte integrante da nossa história, a “essência da Europa vem da Renascença”. Qualquer que seja o avanço feito pela Europa, designadamente a união fiscal, torna-se imperativo que exista um sentido de pertença e, esta União, tem que ser construída com as diferenças assumidas e sem perda de identidade dos estados.

“O que acontece em Portugal é vital para Espanha” e vice-versa

O empresário portuense reforçou a ideia, lançada por Enrique Santos, presidente da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Espanhola (CCILE), da indispensahilidade de manter e estreitar os vínculos entre os países da Península Ibérica promovendo relações bilaterais, nomeadamente, ao nível político e comercial. Rui Moreira afirmou que “o que acontece em Portugal é vital para Espanha e o que acontece em Espanha é vital para Portugal”. E concluiu: “Somos o mercado interno um do outro”.

Rui Moreira, que é igualmente comentador político e desportivo, mencionou ainda que agora, mais do que nunca, e, uma vez que o.s governos de ambos os países partilham entre si algumas questões ideológicas, faz todo o sentido promoverem uma Cimeira Ibérica, para que seja possível construir um projecto comum. “É desejável que a Península Ibérica seja capaz de construir uma política comum e que tenha capacidade de argumentos comuns” perante aqueles que são alguns dos seus parceiros, como a América Latina e ainda países como a Itália, a Grécia e a Irlanda. “Nós, Península Ibérica, seremos sempre a fronteira da Europa”, declarou Rui Moreira, referenciando a região ibérica como sendo contígua à saída do Mediterrâneo, encostada a África e linguisticamente próxima da América Latina.

A centralidade do Mediterrâneo, em torno do qual “tudo se vai jogar nos próximos anos”, deixa nas mãos de Portugal e Espanha a capacidade de explicar à Europa Central que nós somos a fronteira e a importância de sermos reconhecidos como tal. “Temos de ter uma estratégia de sensibilização dos outros países europeus”, frisou o responsável pela Associação Comercial do Porto. No âmbito da importância da realização da Cimeira Ibérica, Rui Moreira afirmou: “Portugal e Espanha souberam sempre falar”, recordando que, historicamente, os dois países foram sempre capazes de delinear uma estratégia conjunta quando necessário. Neste sentido, defendeu também a construção da linha ferroviária Lisboa-Madrid.

Daniela Sá Ferreira

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